Doença de Alzheimer – O que é, Sintomas e Tratamentos

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Nutrição - CRN6-MA 16199

A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. Não existe cura para a doença, a qual se agrava progressivamente até levar à morte. Foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra e neuropatologista alemão Alois Alzheimer, de quem recebeu o nome.

O que é a Doença de Alzheimer: A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

Doença de AlzheimerA doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Com a evolução do quadro, a Doença de Alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa com a Doença de Alzheimer fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Causas da Doença de Alzheimer: Estima-se que a causa da Doença de Alzheimer seja o acúmulo das proteínas beta-amilóide e tau no cérebro associada à diminuição do neurotransmissor acetilcolina. Entretanto suas causas ainda não são totalmente esclarecidas, mas sabe-se que ela pode estar relacionada a alguns fatores de risco tais como:

  • Influência genética;
  • Contaminação com metais como mercúrio e alumínio;
  • Traumatismo craniano;
  • Aterosclerose;
  • Idade.

Sintomas da Doença de Alzheimer: A Doença de Alzheimer também é uma doença cujos sintomas, sua gravidade e velocidade variam de pessoa para pessoa. E os sintomas mais comuns são:

  • Dificuldades com as atividades da vida diária como alimentar-se e banhar-se
  • Inapetência, perda de peso, incontinência urinária e fecal
  • Dificuldade em reconhecer familiares e amigos
  • Ansiedade, agitação, alucinação, desconfiança
  • Alteração da personalidade e do senso crítico
  • Perda de memória, confusão e desorientação
  • Dificuldades com a fala e a comunicação
  • Perder-se em ambientes conhecidos
  • Problemas com ações rotineiras
  • Dificuldade em tomar decisões
  • Movimentos e fala repetitiva
  • Dependência progressiva
  • Distúrbios do sono
  • Vagância

Tratamentos para a Doença de Alzheimer: O SUS oferece, por meio do Programa de Medicamentos Excepcionais, a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, principais remédios utilizados para o tratamento da Doença de Alzheimer. É bom lembrar que os medicamentos não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos da Doença de Alzheimer.

Tratamento dos Distúrbios de Comportamento: Para controlar a confusão e agressividade utilizam-se medicamentos da classe dos neurolépticos atípicos, embora mesmo com esses medicamentos pode ser difícil controlar esses sintomas. Depressão e transtornos do sono também devem ser tratados com medicações específicas.

Aqui, cabe ressaltar a importância de se evitar remédios que podem prejudicar ainda mais a função intelectual ou cognitiva destes indivíduos, por isso o médico deve ficar atento com os remédios que o paciente com a Doença de Alzheimer está usando.

AlzheimerTratamento Específico: Dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina, donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém, seu efeito pode ser temporário, pois a Doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico e cardíaco), que podem inviabilizar o seu uso.

Também há o fato de que somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos com demência. Outra droga, comumente utilizada na fase moderada e avançada da doença é a memantina, que atua de maneira diferentes dos anticolinesterásicos.

A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato e comumente usada em associação com os anticolinesterásicos. Aprenda a cuidar de um paciente: Confira 5 atitudes que ajudam o doente a se sentir confortável:

  • Estabeleça rotinas: Elas representam uma segurança para o paciente.
  • Incentive a independência: Faça as coisas com o idoso e não por ele. Respeite-o e preserve sua capacidade atual de realizar atividades cotidianas, como lavar louça ou fazer compras.
  • Evite confrontos: Por mais que algumas atitudes pareçam de propósito, lembre-se de que a doença causa agitação e agressividade no paciente.
  • Perguntas simples: Evite dar várias opções de escolha. Diga “Você quer uma laranja?” em vez de “Que fruta você quer?”.
  • Procure manter o bom humor: A gente sabe que não é fácil lidar com essa situação de forma leve e descontraída, mas o esforço é fundamental. Tente rir junto com o doente ou com as pessoas que estão ao redor, para aliviar o clima. Tente ser uma companheira compreensiva e amorosa.
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Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Ana Karolynne Goncalve

Sou graduada no curso de Nutrição pela Universidade Federal do Maranhão(UFMA), CRN6-MA 16199, com Mestrado na área da Nutrição Clínica com relação ao metabolismo, prática e terapia nutricional, realizado também na Universidade Federal do Maranhão(UFMA), Atualmente trabalho no campo de pesquisa sobre a Qualidade e Inovação em Alimentos.

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