Metilfenidato – Para que Serve, Como Usar e Efeitos Colaterais

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Formado em Medicina pela USP!

Especialista do Dicas de Saúde

Metilfenidato – Para que Serve, Como Usar e Efeitos Colaterais que muitos desconhecem. Além disso a Metilfenidato é uma substância química utilizada como fármaco, estimulante leve do sistema nervoso central, com mecanismo de ação ainda não bem elucidado, estruturalmente relacionado com as anfetaminas. É usada no tratamento medicamentoso dos casos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonia idiopática do sistema nervoso central (SNC).

O TDAH é um transtorno metabólico neural que resulta em comportamentos mal adaptados (os mais comuns: impulsividade, agitação, dificuldade em manter-se quieto ou parar de falar; dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não sejam interessantes para o indivíduo; facilidade de distração por estímulos externos ou pensamentos “internos”, dando a impressão de estar “ausente”).

MetilfenidatoOs portadores da síndrome frequentemente ganham apelidos e ficam estigmatizados; o metilfenidato pode favorecer a quebra do “círculo vicioso” criado pela hiperatividade em especial. O metilfenidato só pode ser usado sob supervisão médica especializada neste tipo de transtorno. Por ser uma medicação psicoestimulante, seu uso provocaria uma maior produção e reaproveitamento de neurotransmissores, a exemplo da dopamina e da norepinefrina. O Cloridrato De Metilfenidato age melhorando as atividades de certas partes do cérebro que são pouco ativas. O Cloridrato De Metilfenidato melhora a atenção e a concentração, além de reduzir comportamento impulsivo.

Cloridrato De Metilfenidato é indicado como parte de um programa de tratamento amplo que tipicamente inclui medidas psicológicas, educacionais e sociais, direcionadas a pacientes estáveis com uma síndrome comportamental caracterizada por distractibilidade moderada a grave, deficit de atenção, hiperatividade, labilidade emocional e impulsividade. O diagnóstico deve ser feito de acordo com o critério DSM-IV ou com as normas na CID-10.

Como Usar o Metilfenidato: A dose utilizada por crianças até 6 anos ainda não foi estabelecida. Para crianças com idade superior aos 6 anos, portadoras de déficit de atenção, a dose oral é de 5 mg, duas vezes ao dia. A dose pode ser aumentada semanalmente, entre 5 e 10 mg, até o máximo de 60 mg. Em adultos a dose usual é de 5 a 20 mg, duas a três vezes ao dia. Observação: Modificações recentes na bula da Ritalina, alteram a dose máxima do medicamento.

  • Para o tratamento do TDAH: Nova dosagem máxima – de 60mg para 80mg/dia.
  • Para o tratamento de Narcolepsia: Nova dosagem máxima – de 40mg para 60mg/dia.

Contra indicações do Metilfenidato:

  • Hipersensibilidade ao metilfenidato ou a qualquer excipiente;
  • Ansiedade, tensão;
  • Agitação;
  • Hipertireoidismo;
  • Distúrbios cardiovasculares pré-existentes incluindo hipertensão grave, angina, doença arterial oclusiva, insuficiência cardíaca, doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa,
  • cardiomiopatias, infarto do miocárdio, arritmias que potencialmente ameaçam a vida e canalopatias (distúrbios causados por disfunção dos canais iônicos);
  • Durante tratamento com inibidores de monoamino oxidase (MAO), ou dentro de no mínimo 2 semanas de descontinuação do tratamento, devido ao risco de crises hipertensivas;
  • Glaucoma;
  • Feocromocitoma;
  • Diagnóstico ou história familiar de síndrome de Tourette.

Efeitos Colaterais do Metilfenidato: O nervosismo e a insônia são reações adversas muito comuns que ocorrem no início do tratamento com Cloridrato De Metilfenidato, mas podem usualmente ser controladas pela redução da dose e/ou pela omissão da dose da tarde ou da noite.

A diminuição de apetite é também muito comum, mas geralmente transitória. Dor abdominal, náusea e vômito são comuns a muito comuns, ocorrendo usualmente no início do tratamento e podem ser aliviadas pela alimentação concomitante.

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Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)

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INFORMAÇÃO DO AUTOR: Osmar da Costa Junior

Sou formado em medicina pela USP no ano de 2012. Atuo na área de estudo e orientação inicial de doentes; Coordenação de exames de saúde regular; Diagnóstico e tratamento de grande parte das doenças de adultos; Acompanhamento e tratamento de doentes crônicos; Orientação de pacientes que apresentam quadros complexos, com patologias raras e múltiplas, juntamente com a participação de outros especialistas, quando for necessário; Integração final de dados clínicos e exames complementares, decorrentes da observação dos pacientes por outro especialista.

Atualmente sou Clinico Geral residente no Hospital Regional de Cotia e Editor no site "Dicas de Saúde" onde tenho participação com comentários, e criação de artigos relacionados a saúde.

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