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Dicas de Saúde Doenças e Tratamentos

Leishmaniose – Causas, Sintomas e Tratamentos

Leishmaniose – Causas, Sintomas e Tratamentos que não devemos ignorar. Alem disso, usamos o termo leishmaniose para definir um conjunto de doenças causadas por parasitos do gênero Leishmânia. Estes parasitos estão presentes em quase todos os continentes, com exceção da Austrália e Antártica, já tendo sido identificadas mais de 20 espécies.

A leishmaniose é caracterizada pela OMS (organização mundial de saúde) como uma das seis doenças infecciosas mais importantes do mundo. Estima-se que sejam acometidas todos os anos cerca de 2 milhões de pessoas.

Apesar da imensa quantidade de pacientes infectados, a Leishmaniose é considerada uma doença negligenciada pela indústria farmacêutica, por acometer majoritariamente populações menos favorecidas, ou seja, com menor poder de compra e menor potencial de gerar lucros a essas empresas. No Brasil a leishmaniose está presente em todos os estados.

Causas Da Leishmaniose: Embora tenham sido descritos casos de transmissão inter-humana (transfusão de sangue, transplante de órgãos ou uso drogas intravenosas) a leishmaniose é uma doença que normalmente se transmite através de flebotomíneos que foram infectados previamente ao picar animais ou seres humanos infectados.

Vários mamíferos, tanto domésticos como silvestres (roedores, cães, gatos, ratos, tamanduás, preguiças, gambás) foram identificados como reservatórios naturais (tem hospedeiro e transmite o parasita, embora não se encontre afetado pela doença). A leishmaniose tem uma distribuição global e afeta cerca de 90 países da América do Sul, América Central, Europa, África e Ásia.

Costuma-se fazer uma distinção entre a leishmaniose do Velho Mundo (Europa, Ásia e África) e do Novo Mundo (América).

Sintomas da Leishmaniose: Após a picada os parasitas se multiplicam no local dando origem a uma lesão com bordas elevadas. Frequentemente estas estão localizadas em lugares como a face e extremidades. A partir desta lesão os parasitas podem acabar atingindo mucosas da boca ou do nariz. Em muitos casos formam-se úlceras nestas mucosas levando até mesmo à desfiguração local.

Os parasitas podem ainda se disseminar e atingir órgãos diversos como o baço, o fígado e a medula óssea. Neste estágio mais avançado da doença alguns dos sintomas característicos são;

  • Fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Palidez;
  • Problemas respiratórios;
  • Sangramentos na boca;
  • Aumento do baço;
  • Anemia;
  • Emagrecimento;
  • Diarreia;
  • Sangramentos no intestino;
  • Aumento do fígado;
  • Febre;
  • Comprometimento da medula óssea;

Casos de leishmaniose que não forem tratados podem adquirir graves contornos e levar facilmente à morte. Pacientes com HIV ou outros imunodeprimidos precisam de atenção redobrada, pois a reativação da doença é frequente mesmo após tratamento.

Diagnóstico da Leishmaniose: A constatação dos parasitas nos tecidos dos doentes é uma das principais evidências de um caso de leishmaniose. A doença pode gerar lesões características na pele, úlceras em mucosas e sérias complicações em órgãos como baço, fígado e até medula óssea.

Desta forma, exames laboratoriais como pesquisa de anticorpos, cultura de tecido e pequenas biópsias podem ser realizadas.

Levando em conta o quadro clínico do paciente o médico já suspeita de algo. O exame mais pedido é o de sangue para análise de anticorpos. Testes sorológicos também são bastante realizados, assim como punções na medula óssea.

O correto diagnóstico é muito importante, já que esta doença possui sintomas bastante parecidos com, por exemplo, os da malária, febre tifoide, doença de chagas e esquistossomose.

Portanto, um diagnóstico diferencial deve ser realizado para que o tratamento mais adequado tenha início. Assim que a doença for controlada os sintomas regridem, porém estes podem reaparecer até seis meses após o final do tratamento.

Tratamento da Leishmaniose: As drogas de primeira escolha para o tratamento da Leishmaniose são os Antimoniais Pentavalentes. Devem ser administrados por via parenteral (ou seja, intra-muscular ou intra-venosa), por uma período mínimo de 20 dias. A dose e o tempo da terapêutica variam com as formas da doença e gravidade dos sintomas.

O seu principal efeito colateral é a indução de arritmias cardíacas e está contra-indicado em mulheres grávidas nos 2 primeiros trimestres, doentes com insuficiência hepática e renal e naqueles em uso de drogas anti-arrítmicas. Outras drogas usadas no tratamento da leishmaniose incluem a anfotericina B, paromomicina e pentamidina.

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